Março 2017

sexta-feira, 31 de março de 2017

As maiores rentabilidades em renda fixa

Quero investir na maior rentabilidade possível em renda fixa no prazo de 5 anos. Qual aplicação escolher e quanto eu devo ganhar de rendimento? 

 

Vamos comparar as rentabilidades de diferentes aplicações em renda fixa de modo a conseguirmos ranqueá-las. 

 

Para esquentarmos os motores, vamos simular a aplicação de 10 mil reais nos diferentes títulos do tesouro direto, usando a calculadora do Tesouro Direto:

  • Tesouro Prefixado:   R$ 15.031,00 
  • Tesouro Selic:           R$ 15.022,00
  • Tesouro IPCA+:        R$ 15.265,00

Tais simulações consideraram o IPCA no período em 5% e a Taxa Selic em 10%.  Já foram descontados as taxas de custódia (0,3%) e o Imposto de Renda (15% sobre o rendimento).

Como veremos adiante Tesouro Direto perde para outros investimentos em rentabilidade por ganhar nos quesitos liquidez e segurança.

Saindo dos títulos públicos e partindo para os privados, vamos começar pelos CDBs.  As simulações consideram o CDI no período em 10% e o IPCA seguindo em 5%.  Os resultados dos rendimentos dos CDBs contemplam a retirada do IR.

  • CDB 119% do CDI (Banco Máxima): R$ 16.413,00
  • CDB 11,5% Pré      (Sofisa Direto):    R$ 16.148,00
  • CDB IPCA + 7,3%  (Banco BMG):     R$ 16.929,00

Agora vamos simular uma aplicação isenta de IR, a LCI (título bancário que capta recursos para o setor imobiliário, o equivalente à LCA, para o ramo agropecuário).

  • LCI 94% do CDI (Banco BTG Pactual):  R$ 15.670,00
  • LCI IPCA + 4,75% (Barigui Financeira): R$ 16.095,00

Chegando nas Letras de Câmbio, quando o nosso investimento se traduz em empréstimo para financeiras. Já sem o IR, temos:

  • LC 122,5% CDI (Dacasa Financeira):    R$ 16.647,00

Finalmente as debêntures, forma de captação de recursos por empresas, onde não há a garantia do Fundo Garantidor de Crédito (FGC). 

  • Debênture IPCA + 9% (CEMIG):           R$ 18.191,00

Pelo exemplo tratar de uma debênture não incentivada, o valor apresentado já reflete o desconto do IR.

Quando compramos ações de uma companhia, nós nos tornamos sócios, torcendo para que a empresa cresça, valorize e dê dividendos.  

Quando investimos em debêntures, nos tornamos credores, só precisamos torcer para que a empresa não quebre, para que possa pagar suas dívidas ao fim do prazo da aplicação.

Algumas aplicações possuem prazos distintos dos 5 anos que utilizamos para ser possível a comparação.

Por fim, não podemos esquecer da nossa velha e não tão boa poupança.  Rendendo na casa dos 8% ao ano e sendo isenta de IR:

  • Poupança:  R$ 14.693,00

Truncando os valores para termos as ordens de grandeza dos investimentos em milhares de reais chegaremos em:

Poupança:        R$ 14 mil
Tesouro Direto: R$ 15 mil
LCI:                   R$ 15/16 mil
CDB:                 R$ 16 mil   
LC:                    R$ 16 mil
Debêntures       R$ 18 mil


Segue no gráfico as rentabilidades obtidas.


comparação aplicações em renda fixa

Conclusão:

A maior rentabilidade em renda fixa, das tratadas aqui, pertence ao grupo das Debêntures, não por acaso, as aplicações que apresentam maior risco.

Os títulos privados, emitidos por bancos e financeiras, que possuem a cobertura do Fundo Garantidor de Crédito ficam no pelotão intermediário das aplicações.  O Tesouro Direto, com sua maior segurança e liquidez, fica um pouco atrás. 

E a poupança?  Bom, a poupança rende menos do que o Tesouro, que é mais seguro que ela.   Talvez haja utilidade para a poupança em ajudar a compor um fundo de emergência.


E, de acordo com a lei de não haver almoço grátis, se quiser mais rentabilidade, tem que levar junto mais risco e menos liquidez.

Veja também:

Investir em Poupança, CDB ou Tesouro Direto ? 
Como Investir no Tesouro Direto (2)
Fugindo das taxas dos bancos  
Novos cartões de crédito sem anuidade

segunda-feira, 27 de março de 2017

Absolutamente Tudo sobre Renda Fixa

Quais os possíveis investimentos em renda fixa? O que é cada um deles? Quais as rentabilidades e os riscos? E quanto à liquidez


Aplicações em renda fixa são aquelas em que as condições de rentabilidade já estão definidas no momento do investimento.  Investir em renda fixa é emprestar dinheiro para alguém em troca de alguma rentabilidade. Veremos as diferentes possibilidades de se investir em renda fixa. 


Renda Fixa, Tesouro Direto CDBs

Antes de abordarmos as aplicações é preciso dar uma pincelada nos principais indicadores da economia:

CDI: Certificado de Depósito Interbancário.  Um banco que precisa de grana emite CDI, um banco com excesso de grana adquire esses certificados e a vida segue.  O que importa é que o CDI, ao embutir os juros e a inflação, é um indexador geral de contratos.

IPCA: Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo.  Mede a inflação das famílias com rendimento entre um e 40 salários mínimos das principais regiões urbanas do país.  Para saber mais, visite a página do IBGE, órgão mantenedor do índice.

IGPM: índice Geral de Preços - Mercado, aferido mensalmente pela Fundação Getúlio Vargas (FGV).  Tem sido usado para correção dos alugueis de locação e das tarifas de energia elétrica.  A metodologia de cálculo de índice você encontra clicando aqui.
 
SELIC: A taxa básica de juros da economia brasileira.  É ela que sobe e desce quando os os noticiários informam que os juros subiram ou desceram.  A sigla ? Sistema Especial de Liquidação e de Custódia.  Quer saber mais ?  clica na figura: 

taxa selic, banco central do brasil


Preâmbulo feito, vamos ao que interessa, os diferentes investimentos em renda fixa:

CDB: Certificado de Depósito Bancário. É a forma pela qual o banco consegue captar dinheiro das pessoas físicas.  Investindo em CDBs, você está emprestando dinheiro ao banco. Aplicação em CDB é protegida pelo Fundo Garantidor de Crédito, até 250 mil reais. Incide Imposto de Renda sobre o rendimento, segundo aquela famosa tabela regressiva da alíquota diminuindo conforme o prazo da aplicação, indo de 22,5% até 15%, ao se deixar o dinheiro quieto por mais que dois anos.

Quanto à rentabilidade, existem os: CDBs pré-fixados, rendendo a uma taxa fixa para um determinado vencimento. 
Ex.:  Sofisa Direto, Taxa 12%, Vencimento 180 dias.

E os pós-fixados, rendendo a um determinado percentual atrelado a um índice, por exemplo:
  • Banco BMG, IPCA+7,3%, com vencimento em 1828 dias,
  • Banco Pine, 113% CDI, com vencimento em 730 dias.

Os prazos dos CDBs estão variando de um mês a 5 anos, a exceção daqueles com liquidez diária. 


LCs: As Letras de Câmbio são muito parecidas com os CDBs, a diferença é que aqui você está emprestando para alguma financeira e não mais para um banco. Também temos o IR regressivo e a garantia do FGC. 


Debêntures:  Aqui você está emprestando para empresas, com maior margem de ganho, prazos mais longos e mais risco.  Há debêntures com prazo de quatro a doze anos. Pelos prazos longos, o mais comum é ver o rendimento da debênture atrelado ao IPCA, por exemplo:

CEMIG, Taxa: IPCA+ 9,45%, Vencimento: 1421 dias.

As debêntures não estão protegidas pelo FGC.  É preciso confiar na saúde da empresa que está emitindo o papel.

Existem debêntures incentivadas, isentas de IR, de empresas que desenvolvem infraestrutura (estradas, portos etc) e as restantes, tidas como não incentivadas, que sofrem a incidência do impetuoso IR em seus rendimentos.


LCIs e LCAs: As Letras de Crédito Imobiliário e Agropecuário servem para emprestarmos dinheiro aos bancos, os quais irão aplicar os recursos nos mercados imobiliário e agropecuário.   São aplicações isentas de Imposto de Renda.  Da mesma forma que os CDBs e outras aplicações, podem ser pré ou pós-fixadas.  Também são protegidas pelo FGC.


Tesouro Direto: Investindo no Tesouro Direto, estamos emprestando dinheiro ao governo. Esse tipo de aplicação é tida como o investimento mais seguro de renda fixa no país. 

Se não tem risco?    

Claro que sim, tudo tem risco, mas esse risco é o menor em comparação com os outros investimentos.

Existem três tipos de Tesouro Direto: os pré-fixados, variando a uma determinada taxa fixa, hoje na casa dos 10%a.a., os pós-fixados, que varia em função da taxa Selic e os híbridos, que variam segundo o IPCA mais uma taxa fixa, hoje na casa dos 5%.

Mais sobre Tesouro Direto em:

Simulando a rentabilidade do Tesouro Direto 
Investindo no Tesouro Direto 
Investindo no Tesouro Direto (2)
As 3 melhores corretoras para se investir no Tesouro Direto 

  

Abaixo, seguem ordenações das aplicações em função do jeitão das mesmas quanto a Risco, Liquidez e Rentabilidade.  Não é para serem levadas a ferro e a fogo.

Escala de Risco:

Do menor para o maior:  
Tesouro Direto, CDBs/LCIs/LCAs, LCs, Debêntures.


Escala de Liquidez:

Da menor para a maior:  
Debêntures, LCs, CDBs/LCIs/LCAs, Tesouro Direto.


Escala de Rentabilidade:

Da menor para a maior:  
Tesouro Direto, CDBs/LCIs/LCAs/LCs, Debêntures.


Melhorando o título do post: Absolutamente Tudo sobre Renda Fixa no que couber em 700 palavras.


Existem ainda os CRIs e CRAs, parecidos com os LCIs e LCAs só que o crédito vai direto para as empresas do setor imobiliário e do agronegócio sem passar pelos bancos e, com isso, sem a garantia do FGC, mas tendo a isenção do IR. Sem esquecer das Letras Financeiras, com perfil de longo prazo e investimento mínimo de 150 mil reais.

Para conhecer ainda mais aplicações em renda fixa, vale visitar o sítio da Central de Custódia e Liquidação Financeira de Títulos (Cetip).



Veja também: 

Debêntures, o que são e como investir
Investir em Poupança, CDB ou Tesouro Direto ?
Fugindo das taxas dos bancos
Novos cartões de crédito sem anuidade 

Aposentadoria:PGBL, VGBL ou Tesouro Direto 

 

sexta-feira, 24 de março de 2017

As três melhores corretoras para se investir no Tesouro Direto

A escolha de uma corretora para se investir no Tesouro Direto passa por alguns critérios como segurança, facilidade de uso e custos associados.

 

 

Para novidades, inscreva-se no canal:
https://www.youtube.com/c/educacaomaisinvestimento?sub_confirmation=1

Por que não utilizar o meu próprio banco? Afinal, desse modo, eu seguiria concentrando meus investimentos em um único lugar.


De um modo geral,  os grandes bancos não são exatamente os melhores lugares para se concentrar investimentos.   

Essa comodidade de ter tudo num só lugar tem um preço alto: você acaba arcando com custos que poderiam ser evitados, no caso do Tesouro Direto, e também acaba por abrir mão de melhores rentabilidades em se tratando de outros investimentos em renda fixa, como CDBs e LCIs.

Concentrar tudo num bancão é bom pra ele, não pra você.

Senão vejamos, o sítio do Tesouro Direto possui uma tabela que informa as instituições habilitadas para fazer o meio de campo entre nós investidores e o Tesouro.  

Essa tabela informa se a Instituição possui sistemas integrados aos sistemas do TD (caso contrário a aplicação precisa ser feita no próprio sítio do TD), se permitem aplicação programada (agendamento do investimento) e se cobram taxa.

Para cair na página da tabela, basta clicar no recorte:

corretoras e taxas para investir no tesouro direto

São elencados mais de 60 bancos e corretoras.  Consultando os conhecidos bancões e as suas taxas:
  • HSBC 0,40%
  • ITAÚ 0,45%
  • BANCO DO BRASIL 0,50%
  • BRADESCO 0,50%
  • SANTANDER 0,40%

Mas eu não conheço esse tal de Banco Modal ou essa tal de Easynvest, me sentiria mais seguro pagando a taxa de 0,45% do Itaú.  

Bom, quando você investe em títulos do Tesouro por meio dessas instituições, tais títulos ficam guardados em uma conta de custódia na BMF&Bovespa, registrados sob a titularidade do comprador.  

Ou seja, você pode trocar a qualquer hora de corretora, se assim o desejar, que seus títulos estarão seguros em seu nome. O processo e a segurança são os mesmos, usando um bancão ou usando uma corretora menos conhecida.

Vale ressaltar quem é quem na compra de um título público:
  • O Tesouro Nacional emite o título;
  • A BMF&Bovespa guarda o título e envia extratos ao investidor;
  • A Corretora ou o Banco abre o cadastro do investidor, transfere os valores e os títulos e recolhe o IR;
  • E nós, que investimos no Tesouro Direto.

A página do Tesouro Direto também apresenta um ranking das instituições por número de transações no TD em Janeiro/2017:

  1o Lugar: Easynvest
  2o Lugar: Rico CTVM
  3o Lugar: XP Investimentos
  4o Lugar: Itaú
  5o Lugar: BB Banco de Investimento
  6o Lugar: CEF
  7o Lugar: Bradesco
  8o Lugar: Clear CTVM
  9o Lugar: Santander
10o Lugar: Ágora CTVM

Para comprar títulos do TD, você precisará abrir conta em uma corretora e enviar dinheiro. Se você paga por DOC ou TED realizado, é importante verificar se a corretora possui conta no mesmo bancão que você para fugir desse custo. Mas o ideal mesmo seria abrir uma conta digital que permite DOCs e TEDs ilimitados.

Os juros estão caindo, aplicações de longo prazo, com muitos aportes, podem sofrer grandes estragos em rentabilidade lá na frente por causa dessas taxas que parecem pequenas.  Evite as taxas, não subestime o poder de destruição delas.

Por exemplo, seu filho nasceu e você deseja dar para ele 20 mil reais em 2035, quando ele fizer 18 anosVocê quer que a grana fique protegida da inflação e, se puder render algo, melhor ainda.  

Então você investe no tesouro direto IPCA+ 2035.  Aplicando numa corretora que não cobre taxa, você ira sacar, em 2035, 101 mil reais.  Investindo num bancão que cobre 0,5% de taxa de administração ao ano, o saque será de 96 mil reais.  Uma diferença de 5 mil reais (em valor futuro) para o seu sócio Bancão.

Simule aplicações no Tesouro Direto clicando aqui.

Enfim, meus critérios para escolher uma corretora para investir no Tesouro Direto:
  1. Que a corretora esteja listada no sítio do Tesouro Direto,
  2. Que a corretora não cobre taxas,
  3. Que a corretora permita aplicações programadas, para automatizar aplicações a partir de depósitos mensais,
  4. Que a corretora esteja "bem falada" na internet, no reclame aqui etc,
  5. Que o sítio na Internet seja bem amigável,
  6. Que o cadastramento da conta seja simples, rápido e fácil.

Baseado nesses critérios, eu escolhi a Easynvest e a Clear.  Estou satisfeito com as duas. Não estou ganhando nada com essas indicações, só estou passando uma experiência pessoal.

E a 3a corretora ?
Ainda estou por escolher.


That's all folks.

Leia também:


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quarta-feira, 22 de março de 2017

Aposentadoria: PGBL ou VGBL?

PGBL ou VGBL? O preço de errar por 20 anos pode ser muito alto.

 

O Plano Gerador de Benefício Livre e o Vida Gerador Beneficio Livre são duas modalidades de produtos de previdência privada disponíveis no mercado para complementação de aposentadoria.


O PGBL permite abater da base de cálculo do Imposto de Renda os aportes realizados no plano até o limite anual de 12% da renda bruta do investidor, desde que seja usada a declaração completa do imposto.  

Nesse caso, o IR será cobrado em cima de todo o valor aportado quando da sua retirada, de forma integral ou na forma de renda.  No fim das contas, você só adia a incidência do IR.

Uma vez que as contribuições ao VGBL não podem ser deduzidas do IR, ele seria uma opção mais adequada para aqueles que fazem a declaração simplificada. No VGBL, o IR incide somente sobre a parte do rendimento, no momento do resgate ou do recebimento mensal da renda.


PGBL:
Para quem faz declaração completa do IR. 
 
VGBL:
Para quem faz declaração simplificada do IR ou é isento ou deseja investir mais do que 12% de sua renda bruta anual.


Opções de tributação:  
Definem as regras e alíquotas do IR que irão incidir sobre a previdência, podendo ser tributação regressiva ou progressiva.


Tributação PGBL e VGBL

Regressiva: no momento do resgate ou do recebimento da renda, o IR a ser cobrado é inversamente proporcional ao prazo do investimento, partindo de 35% (prazo de até 2 anos) e decrescendo até 10% (período maior que dez anos). 
 
taxa IR previdencia PGBL VGBL
Tabela regressiva do IR

 
Progressiva: Para o recebimento mensal do benefício, as alíquotas do imposto seguem a tabela progressiva do IR  (abaixo).  Em caso de resgate, o IR é de 15%.  


tabela IR pessoa física pgbl vgbl
Reprodução de tabela do sítio da Receita Federal (acesso em 23.03.17)
 
A tributação progressiva é mais indicada quando:
  • Está faltando pouco tempo para a aposentadoria.
  • Benefício mensal abaixo dos 2.800,00 (alíquota até 7,5%). 

A tributação regressiva é mais interessante para aqueles que investirão por período superior a 10 anos, para se chegar a  taxa mínima de 10% do IR.
 

Portabilidade: É possível passar de um plano PGBL para outro plano PGBL, dentro ou fora da mesma instituição.
O mesmo vale para o VGBL. Só não é possível migrar de PGBL para VGBL e vice-versa. 


E qual é a composição desses produtos PGBL e VGBL ?

Por lei, pelo menos 51% em títulos de renda fixa. Existem os produtos mais conservadores, compostos exclusivamente por aplicações de renda fixa, e os balanceados, que além da renda fixa, investem também em renda variável como ações.
 
Benefícios de Renda:
Ao término da fase de captação dos recursos existe a possibilidade de saque único de todo o patrimônio.  

É possível o estabelecimento de renda mensal temporária, até o fim do prazo ou o falecimento do participante, o que ocorrer primeiro.

Outra possibilidade é a renda mensal de prazo determinado. Nesta opção, se o assistido falecer antes do término do prazo do benefício, os pagamentos passam para um ou mais beneficiários.


Da aplicação nos fundos:
Os fundos costumam ter um valor inicial de aplicação, uma contribuição mensal mínima, permitindo depósitos extras e uma forma definida de atualização da contribuição (geralmente anual pelo IPCA).
 

Fique atento:
Taxa de Administração: Valor percentual cobrado anualmente pela instituição que faz a gestão do fundo. 

Taxa de Carregamento: Valor descontado das contribuições visando cobrir despesas como corretagem e divulgação.  Nem todas as instituição cobram essa taxa, graças a Deus.


Taxa de Saída: Valor descontado nos resgates e na portabilidade.  Alguns bancos não cobram.


Resumo da Ópera:

Caso haja interesse em investir nesse tipo de produto:

- É preciso escolher PGBL ou VGBL. Outra possibilidade é ir com PGBL até o limite de 12% de abatimento da base de cálculo do IR e, querendo investir mais, complementar com VGBL.

- É preciso decidir a forma de tributação: regressiva ou progressiva.

- Vale buscar uma opção que não cobre taxa de carregamento nem de saída.  E que cobre uma taxa baixa de administração.  Qualquer pontinho percentual aqui fará diferença lá na frente.


Não fazer uma comparação com o Tesouro Direto?    
Pergunta muito pertinente. Essa comparação será feita em um futuro post.



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