Absolutamente Tudo sobre Renda Fixa

segunda-feira, 27 de março de 2017

Absolutamente Tudo sobre Renda Fixa

Quais os possíveis investimentos em renda fixa? O que é cada um deles? Quais as rentabilidades e os riscos? E quanto à liquidez


Aplicações em renda fixa são aquelas em que as condições de rentabilidade já estão definidas no momento do investimento.  Investir em renda fixa é emprestar dinheiro para alguém em troca de alguma rentabilidade. Veremos as diferentes possibilidades de se investir em renda fixa. 


Renda Fixa, Tesouro Direto CDBs

Antes de abordarmos as aplicações é preciso dar uma pincelada nos principais indicadores da economia:

CDI: Certificado de Depósito Interbancário.  Um banco que precisa de grana emite CDI, um banco com excesso de grana adquire esses certificados e a vida segue.  O que importa é que o CDI, ao embutir os juros e a inflação, é um indexador geral de contratos.

IPCA: Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo.  Mede a inflação das famílias com rendimento entre um e 40 salários mínimos das principais regiões urbanas do país.  Para saber mais, visite a página do IBGE, órgão mantenedor do índice.

IGPM: índice Geral de Preços - Mercado, aferido mensalmente pela Fundação Getúlio Vargas (FGV).  Tem sido usado para correção dos alugueis de locação e das tarifas de energia elétrica.  A metodologia de cálculo de índice você encontra clicando aqui.
 
SELIC: A taxa básica de juros da economia brasileira.  É ela que sobe e desce quando os os noticiários informam que os juros subiram ou desceram.  A sigla ? Sistema Especial de Liquidação e de Custódia.  Quer saber mais ?  clica na figura: 

taxa selic, banco central do brasil


Preâmbulo feito, vamos ao que interessa, os diferentes investimentos em renda fixa:

CDB: Certificado de Depósito Bancário. É a forma pela qual o banco consegue captar dinheiro das pessoas físicas.  Investindo em CDBs, você está emprestando dinheiro ao banco. Aplicação em CDB é protegida pelo Fundo Garantidor de Crédito, até 250 mil reais. Incide Imposto de Renda sobre o rendimento, segundo aquela famosa tabela regressiva da alíquota diminuindo conforme o prazo da aplicação, indo de 22,5% até 15%, ao se deixar o dinheiro quieto por mais que dois anos.

Quanto à rentabilidade, existem os: CDBs pré-fixados, rendendo a uma taxa fixa para um determinado vencimento. 
Ex.:  Sofisa Direto, Taxa 12%, Vencimento 180 dias.

E os pós-fixados, rendendo a um determinado percentual atrelado a um índice, por exemplo:
  • Banco BMG, IPCA+7,3%, com vencimento em 1828 dias,
  • Banco Pine, 113% CDI, com vencimento em 730 dias.

Os prazos dos CDBs estão variando de um mês a 5 anos, a exceção daqueles com liquidez diária. 


LCs: As Letras de Câmbio são muito parecidas com os CDBs, a diferença é que aqui você está emprestando para alguma financeira e não mais para um banco. Também temos o IR regressivo e a garantia do FGC. 


Debêntures:  Aqui você está emprestando para empresas, com maior margem de ganho, prazos mais longos e mais risco.  Há debêntures com prazo de quatro a doze anos. Pelos prazos longos, o mais comum é ver o rendimento da debênture atrelado ao IPCA, por exemplo:

CEMIG, Taxa: IPCA+ 9,45%, Vencimento: 1421 dias.

As debêntures não estão protegidas pelo FGC.  É preciso confiar na saúde da empresa que está emitindo o papel.

Existem debêntures incentivadas, isentas de IR, de empresas que desenvolvem infraestrutura (estradas, portos etc) e as restantes, tidas como não incentivadas, que sofrem a incidência do impetuoso IR em seus rendimentos.


LCIs e LCAs: As Letras de Crédito Imobiliário e Agropecuário servem para emprestarmos dinheiro aos bancos, os quais irão aplicar os recursos nos mercados imobiliário e agropecuário.   São aplicações isentas de Imposto de Renda.  Da mesma forma que os CDBs e outras aplicações, podem ser pré ou pós-fixadas.  Também são protegidas pelo FGC.


Tesouro Direto: Investindo no Tesouro Direto, estamos emprestando dinheiro ao governo. Esse tipo de aplicação é tida como o investimento mais seguro de renda fixa no país. 

Se não tem risco?    

Claro que sim, tudo tem risco, mas esse risco é o menor em comparação com os outros investimentos.

Existem três tipos de Tesouro Direto: os pré-fixados, variando a uma determinada taxa fixa, hoje na casa dos 10%a.a., os pós-fixados, que varia em função da taxa Selic e os híbridos, que variam segundo o IPCA mais uma taxa fixa, hoje na casa dos 5%.

Mais sobre Tesouro Direto em:

Simulando a rentabilidade do Tesouro Direto 
Investindo no Tesouro Direto 
Investindo no Tesouro Direto (2)
As 3 melhores corretoras para se investir no Tesouro Direto 

  

Abaixo, seguem ordenações das aplicações em função do jeitão das mesmas quanto a Risco, Liquidez e Rentabilidade.  Não é para serem levadas a ferro e a fogo.

Escala de Risco:

Do menor para o maior:  
Tesouro Direto, CDBs/LCIs/LCAs, LCs, Debêntures.


Escala de Liquidez:

Da menor para a maior:  
Debêntures, LCs, CDBs/LCIs/LCAs, Tesouro Direto.


Escala de Rentabilidade:

Da menor para a maior:  
Tesouro Direto, CDBs/LCIs/LCAs/LCs, Debêntures.


Melhorando o título do post: Absolutamente Tudo sobre Renda Fixa no que couber em 700 palavras.


Existem ainda os CRIs e CRAs, parecidos com os LCIs e LCAs só que o crédito vai direto para as empresas do setor imobiliário e do agronegócio sem passar pelos bancos e, com isso, sem a garantia do FGC, mas tendo a isenção do IR. Sem esquecer das Letras Financeiras, com perfil de longo prazo e investimento mínimo de 150 mil reais.

Para conhecer ainda mais aplicações em renda fixa, vale visitar o sítio da Central de Custódia e Liquidação Financeira de Títulos (Cetip).



Veja também: 

Debêntures, o que são e como investir
Investir em Poupança, CDB ou Tesouro Direto ?
Fugindo das taxas dos bancos
Novos cartões de crédito sem anuidade 

Aposentadoria:PGBL, VGBL ou Tesouro Direto 

 

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