Tesouro Direto, perdendo dinheiro com BB, Itaú ou Bradesco?

sábado, 29 de abril de 2017

Tesouro Direto, perdendo dinheiro com BB, Itaú ou Bradesco?

Se você começou a investir no Tesouro Direto pelo seu próprio banco, seja ele o BB, Itaú, HSBC, Caixa, Bradesco ou Santander, você está perdendo dinheiro.



As taxas cobradas pelos grandes bancos em aplicações no Tesouro Direto corroem a rentabilidade do investimento, não sendo desprezíveis como podem parecer.


O Tesouro Direto é um programa do Tesouro Nacional de venda de títulos públicos para pessoas físicas por meio da internet. Oferecendo boa rentabilidade e liquidez, o Tesouro Direto é a aplicação mais segura do mercado.

O Tesouro Nacional emite os títulos, a BM&FBovespa os guarda, já o Banco ou Corretora transfere os valores e os títulos. Quando você compra títulos do Tesouro, eles ficam guardados em seu nome, seja a compra feita por meio de um grande banco conhecido, como o Banco do Brasil, Bradesco ou Itaú, seja a compra realizada por intermédio de corretoras como a XP, Easynvest ou Clear.

A segurança da aplicação é a mesma.  Se a corretora quebrar, nada acontece com os seus títulos, os quais estão guardados em seu nome.

Das taxas: 


Sobre o rendimento do Tesouro Direto incidem os impostos IOF, de forma decrescente nos 30 dias após a compra, e IR, decaindo de 22,5% a 15% em dois anos.  Para escapar do IOF é preciso deixar o dinheiro aplicado por mais de um mês. Para pagar a menor faixa de IR é preciso deixar os títulos quietos por mais de dois anos.

Existe ainda a taxa de custódia de 0,3% a.a cobrada pela BM&FBovespa.
Do IR e da taxa de custódia não dá pra fugir.
Mas da Taxa de Administração cobrada pelos grandes bancos é possível escapar, uma vez que há corretoras que fazem o mesmo trabalho que os grandes bancos, em se tratando do Tesouro Direto, sem cobrar taxa.


Mas do quanto estamos falando?

Os grandes bancos estão cobrando em torno de 0,50% a.a. a título de taxa de administração (vide página do TD)


OK. Mas o quanto isso pesa no investimento afinal?

Ótima pergunta.  O post está sendo escrito para respondê-la.
Vamos simular (*) uma aplicação de dez mil reais no Tesouro Direto IPCA+ 2035, a ser sacada ao final do prazo, feita por meio do Banco do Brasil, com sua taxa de administração de 0,50% ao ano (quadro 1). 

E faremos outra simulação considerando a taxa de administração sendo igual a zero (quadro 2).


Simulação aplicação no Tesouro Direto Banco do Brasil
Aplicação Tesouro Direto via BB
Quadro 1


Simulação aplicação no Tesouro Direto sem taxa de adm. 
Investir no Tesouro Direto sem taxa de administração
Quadro 2

Investindo no Tesouro Direto com o Banco do Brasil, você vai levar para casa 49 mil reais. Usando uma corretora, sem taxa de administração, serão 52 mil reais.  No final das contas a simulação 1 apresentou rendimento de 39 mil reais, a simulação 2 rendeu 42 mil.  Uma diferença de quase 10%.

Se a simulação fosse com 100 mil reais, lá na frente seriam 30 mil reais de diferença entre contar com os préstimos do Banco do Brasil em vez de uma corretora que isenta as taxas em renda fixa.


E agora? 

Agora que sei que eu não precisaria estar pagando para investir no Tesouro Direto a taxa de administração que meu banco me cobra, o que fazer?

Faça a portabilidade dos títulos do Tesouro Direto: é possível transferir os títulos de uma agente de custódia para outro sem necessidade de resgatá-los. Você se cadastra no novo agente de custódia e solicita a transferência ao agente antigo, sem custo e sem cobrança de Imposto de Renda.

Veja aqui como escolher uma corretora.


Deixando de pagar taxas desnecessárias, você está aumentando a rentabilidade de seu investimento.

(*) Para quem quiser repetir o experimento, a simulação contou com os seguintes parâmetros:
  1. Título: Tesouro Direto IPCA+.
  2. Data da Compra: 02/05/2017.
  3. Data do Vencimento: 15/05/2035.
  4. Valor Investido: R$10.000,00.
  5. Taxa do papel na compra: 5,40% a.a.
  6. Taxa da administração do banco/corretora: 0,50% a.a e 0%.
  7. Taxa da inflação ao ano: 5,00%

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