Maio 2017

terça-feira, 23 de maio de 2017

Nubank rewards, programa de pontos

Nubank Rewards, o programa de pontos do Cartão Nubank.




O Nubank, fintech brasileira do cartão de crédito sem anuidade, segue junto a alguns usuários com testes de seu programa de recompensas. Pelas informações disponíveis, já é possível prever para quem o programa de fidelidade poderá ser atraente.

Nubank Rewards

A principal bandeira da Nubank é a de apresentar produtos diferentes de todos os outros, se destacando pela facilidade de utilização, transparência e eficiência.  Vamos ver se isso está sendo conseguido com o programa de pontos do cartão Nubank.


Como funciona o Nubank Rewards?

Das características do programa, temos:


  • O custo da assinatura anual será de R$190,00, à vista, ou 12 vezes de R$19,00.
  • Para cada real pago, é gerado um ponto, o que traz mais simplicidade por não envolver percentual de dólar;
  • Esses pontos nunca expiram. Algo que se destaca, pois nos outros programas de fidelidade, os pontos/milhas expiram em dois, três anos.  
  • Os pontos não precisam ser trocados, ou seja, não é preciso migrar os pontos para um serviço de terceiros como o Multiplus ou Smiles, para então usá-los efetivamente.  É só usar o aplicativo do cartão no celular, escolher a linha da despesa e apagá-la. Mais simplicidade;
  • Os pontos são acumulados em tempo real, não sendo preciso esperar o fechamento de faturas nem o pagamento destas;
  • Os pontos podem ser usados para apagar valores da fatura relativos às despesas com determinados parceiros;
  • Despesas com vôos e hotéis também podem ser apagadas.

 

Qual é o cashback?   Qual valor retorna ao cliente?


Veja essa e outras formas de desconto no wikipedia.



Mostraremos a seguir que o retorno ao cliente na forma de crédito na fatura fica na casa de um por cento do valor gasto com o cartão:


Para as despesas com voos e hotéis:

Para cada 10000 pontos é possível apagar gastos de 100 reais.


Para pagamento de parceiros:

Netflix: 2.000 pontos apagam uma mensalidade, na casa de R$ 20,00

Spotify:  assinatura mensal é apagada da fatura do cartão com 2500 pontos.  (Plano premium R$ 16,90, Plano premium familiar R$ 26,90)


UBER: uma viagem entre 10 e 25 reais é apagada com 3100 pontos.



Ou seja, de forma geral, com um gasto médio no cartão na casa de R$1.584,00 mensais e fazendo uso da pontuação para pagar passagens aéreas e hospedagem, você fica no zero a zero. A partir desse valor, o programa de recompensa Nubank começa a ficar interessante.



Outro exemplo, se você for assinante Netflix gastando mais de 2 mil reais por mês no cartão, o mesmo também valeria a pena.  Desta foram, ao ano, seriam 240 reais de pagamento para a Netflix apagados de suas faturas ao custo de uma assinatura de 190 reais do programa.


Importante lembrar:


No caso de não ser interessante fazer a assinatura no programa de pontos Nubank Rewards, é só seguir a vida com o não tão velho e bom cartão Nubank, sem tarifas e nem anuidade.


Veja aqui a facilidade do Cartão Nubank de antecipar o pagamento de compras parceladas com desconto

Antecipação pagamento de parcelas Nubank



Resumo da ópera:

O programa de fidelidade Nubank Rewards pode ser interessante para pessoas com gastos no cartão na casa de 2 mil reais, que costumam viajar e/ou fazer uso dos serviços UBER, Netflix e Spotify.

As vantagens dos pontos nunca expirarem e de não ser preciso migrar a pontuação  para um outro serviço de terceiros, como o Smiles ou o Múltiplos, são os maiores diferenciais desse programa de recompensas do Nubank.

O número de parceiros do programa (Netflix, UBER e Spotify) ainda é muito pequeno.

Assim, as compras que podem ser apagadas da fatura são somente as referentes a hotéis, passagens aéreas e os parceiros Netflix, UBER e Spotify.

A facilidade do uso dos pontos, simplesmente "apagando" a linha de despesa no aplicativo do celular segue bem o espírito de descomplicação característico do Nubank.

No geral, talvez o Nubank tenha "acostumado mal" seus clientes e, por isso, boa parte deles deverá sentir um gostinho de quero mais do tão esperado programa Nubank Rewards. Por outro lado, existem também aqueles que não estavam usando o Nubank ainda pela falta, agora em vias de ser sanada, de algo equivalente a um programa de milhagem.




quarta-feira, 17 de maio de 2017

Carteira de Investimentos em 5 passos

Montando uma Carteira de Investimentos em 5 passos - Infográfico

 

A montagem de uma carteira de investimentos deve se iniciar a partir das necessidades e objetivos do investidor.




Outra questão fundamental a ser trabalhada diz respeito à análise do perfil do investidor. É preciso saber se se trata de alguém com perfil conservador, moderado ou agressivo.  

É importante levantar qual o grau de exposição a riscos que o investidor está disposto a encarar. Esses levantamentos iniciais de perfil e objetivos do investidor serão os norteadores da montagem da carteira de investimentos. 

A partir daí é possível trabalhar no percentual de alocação dos recursos para atender aos objetivos de curto, médio e longo prazos, além de se prever a fatia referente à reserva de emergência.  

Agora sim é o momento de se debruçar sobre as aplicações disponíveis no mercado e selecionar aquelas que melhor atendem aos objetivos e características do investidor.

Na hora de investir, o erro mais comum é partir diretamente para o passo 4 (a escolha dos investimentos) sem antes executar os passos antecessores, gerando assim uma carteira de investimentos descasada da realidade do investidor e que, cedo ou tarde, acarretará prejuízos.


Em resumo, os 5 passos:

  1.  Definir suas necessidades e objetivos.
  2.  Definir seu perfil: conservador, moderado ou agressivo.
  3.  Estabelecer o percentual de recursos para o curto, médio e longo prazos, além da reserva de emergência. 
  4.  Escolher os investimentos considerando as respostas anteriores.
  5.  Manter a carteira de investimentos, revendo os objetivos e rebalanceando ela de tempos em tempos. 


Montagem de uma carteira de investimentos, infográfico




segunda-feira, 15 de maio de 2017

O melhor investimento

O melhor investimento é o que você procura? As melhores aplicações financeiras? Invista em você e aprenda a cuidar do que é seu.

 

Gerentes de banco tem metas para bater, corretoras ganham comissões na comercialização de produtos, todos ganham fazendo investimentos girarem e recebendo por isso cotas e taxas.  

Se você deseja uma opinião isenta, sem nenhum tipo de viés, invista na ampliação de seus conhecimentos e se ajude. 

Ninguém saberá melhor do que você suas necessidades e objetivos. Tais aspectos são determinantes para a escolha dos melhores investimentos.







sábado, 13 de maio de 2017

Nove mentiras e uma verdade da Renda Fixa - Gabarito

Gabarito do Post Nove mentiras e uma verdade da Renda Fixa



Post do desafio Nove mentiras e uma verdade da Renda Fixa aqui


Renda Fixa correção



Gabarito



  1. Você está seguro ao investir em 250 mil reais em um CDB porque o Fundo Garantidor de Crédito (FGC) irá cobrir o aporte inicial e seu rendimento.


FALSO: O FGC cobre no total 250 mil reais, somando os aportes e rendimentos.


  1. A poupança é menos rentável que o Tesouro Direto, porém ela é mais segura, o que justifica o volume de dinheiro depositado nela no país. Veja aqui a comparação dos investimentos Poupança, TD e CDB.


FALSO: A poupança é menos rentável que o Tesouro Direto e menos segura.  


  1. É possível o IOF morder 98% do rendimento de uma aplicação no Tesouro Direto.


FALSO: O IOF morde no máximo 96% do rendimento de uma aplicação.


  1. Investimentos podem ser vistos como empréstimos ao governo, aos bancos, às financeiras e às empresas. Sendo que os dois últimos são os mais arriscados, por não possuírem garantia nem do governo nem do FGC.


FALSO: As letras de câmbio ("empréstimos às financeiras") são cobertas pelo FGC.


  1. Uma vez comprados títulos do Tesouro Direto por meio de um grande banco, como o Itaú, Bradesco ou Banco do Brasil, os mesmos não podem ser passados para uma corretora. É preciso vender os títulos para depois recomprá-los via corretora. Daí a importância de se iniciar os investimentos no Tesouro Direto em corretoras que não cobram taxas em Renda Fixa.


FALSO: É possível a qualquer tempo fazer a portabilidade dos títulos, ou seja, passá-los de um lugar para outro.


  1. Um CDB pré-fixado se valoriza quando acontece uma alta dos juros após a sua compra, uma vez que são os juros altos os maiores responsáveis pela valorização das aplicações em renda fixa.


FALSO: Um CDB pré-fixado se valoriza mais quando os juros caem mais que o previsto.


  1. Dos 9 tipos de tesouro direto à venda hoje, 8 podem ter rendimento negativo a qualquer tempo antes do vencimento devido a chamada marcação a mercado.


VERDADEIRO: O Tesouro Selic é o único que não está sujeito a chamada marcação a mercado, ele sempre se valoriza.


  1. O IPCA e o IGPM são índices que medem a inflação, sendo que o primeiro, anual, é gerado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e o segundo, mensal, é medido pela Fundação Getúlio Vargas (FGV).  É essa diferença de periodicidade de medição que justifica a coexistência de ambos os índices.


FALSO: O Índice Nacional de Preços ao Consumidor - Amplo e (IPCA) e o Índice Geral de Preços - Mercado tem periodicidade mensal.  O primeiro mede a infla,cão oficial do país e o segundo é muito utilizado no reajuste de contratos


  1. Em se tratando de debêntures, o agente fiduciário é o representante da empresa emissora junto aos debenturistas, cuidando dos interesses desta.  Sua presença é obrigatória quando das emissões públicas.


Falso: O agente fiduciário representa o interesse dos investidores da debênture junto à companhia emissora. Mais sobre debêntures aqui.


  1. Nenhuma das alternativas acima é verdadeira.


Falso: A alternativa 7 é verdadeira.



sexta-feira, 12 de maio de 2017

Nove mentiras e uma verdade - Renda Fixa

Nove mentiras e uma verdade sobre investir em Renda Fixa.



Renda fixa, verdades, mentiras, TD, CDB, FGC


  1. Você está seguro ao investir em 250 mil reais em um CDB porque o Fundo Garantidor de Crédito (FGC) irá cobrir o aporte inicial e seu rendimento.
  2. A poupança é menos rentável que o Tesouro Direto, porém ela é mais segura, o que justifica o volume de dinheiro depositado nela no país. Veja aqui a comparação dos investimentos Poupança, TD e CDB.
  3. É possível o IOF morder 98% do rendimento de uma aplicação no Tesouro Direto.
  4. Investimentos podem ser vistos como empréstimos ao governo, aos bancos, às financeiras e às empresas. Sendo que os dois últimos são os mais arriscados, por não possuírem garantia nem do governo nem do FGC.
  5. Uma vez comprados títulos do Tesouro Direto por meio de um grande banco, como o Itaú, Bradesco ou Banco do Brasil, os mesmos não podem ser passados para uma corretora. É preciso vender os títulos para depois recomprá-los via corretora. Daí a importância de se iniciar os investimentos no Tesouro Direto em corretoras que não cobram taxas em Renda Fixa.
  6. Um CDB pré-fixado se valoriza quando acontece uma alta dos juros após a sua compra, uma vez que são os juros altos os maiores responsáveis pela valorização das aplicações em renda fixa.
  7. Dos 9 tipos de tesouro direto à venda hoje, 8 podem ter rendimento negativo a qualquer tempo antes do vencimento devido a chamada marcação a mercado.
  8. O IPCA e o IGPM são índices que medem a inflação, sendo que o primeiro, anual, é gerado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e o segundo, mensal, é medido pela Fundação Getúlio Vargas (FGV).  É essa diferença de periodicidade de medição que justifica a coexistência de ambos os índices.
  9. Em se tratando de debêntures, o agente fiduciário é o representante da empresa emissora junto aos debenturistas, cuidando dos interesses desta.  Sua presença é obrigatória quando das emissões públicas.
  10. Nenhuma das alternativas acima é verdadeira.
  11.  
      GABARITO

     
     Leia também:
    13 reasons why - Perdi dinheiro no Tesouro Direto  
    Nubank e o desconto à vista 
    Debêntures, o que são e como investir 
    Buscadores de Investimento Yubb e Renda Fixa

quarta-feira, 10 de maio de 2017

13 reasons why - Perdi dinheiro no Tesouro Direto, cuidado com as armadilhas

13 reasons why - Os 13 porquês de eu ter perdido dinheiro no Tesouro Direto.


Nos primórdios de minha vida de investidor, ficava aflito vendo aquele dinheiro parado na poupança. Do outro lado da cerca havia o tesouro direto, mais seguro, mais rentável, mais tudo. Exigindo pouco para se iniciar uma aplicação e pouco também para os aportes seguintes.


Tesouro Direto Perda de Rentabilidade

Parti com tudo e… bom, divido aqui os 13 porquês de eu ter perdido dinheiro com o Tesouro Direto.

  

São memórias póstumas de rendimentos ceifados pelas armadilhas e percalços sempre à espreita de todo investidor iniciante e desavisado.



Deixando o melodrama de lado, vamos ao que interessa.


Eu perdi dinheiro no Tesouro Direto porque:



1- Não chequei os custos de corretagem.

Iniciei minhas aplicações no tesouro direto pelo Banco do Brasil. O BB era o simpático banco do salário e da poupança. Na época, ele ainda tinha agência em todo lado, o que parecia ser importante.

Depois descobri que ele e outros grandes bancos, como o Itaú e o Bradesco, cobram taxas de administração sobre os investimentos em TD, que acabam por corroer boa parte da rentabilidade dos títulos.  Vim a saber também que hoje em dia existem corretoras independentes que não cobram taxas em aplicações de renda fixa.



Uma estimativa do quanto se perde com essas taxas dos bancões e sobre como mudar essa situação você encontra aqui.

Clique aqui e veja como escolher uma corretora para investir no Tesouro Direto.



2- Resgatei títulos sem me atentar para os períodos das aplicações, ignorando o onipresente IR.  

Tempos em que me descuidei em não verificar o período da aplicação, realizando resgate que poderiam ter sido postergados para se pegar uma taxa menor do IR.



Era só ter me lembrado que o Imposto de Renda incide sobre o rendimento dos títulos do Tesouro Direto de forma regressiva, chegando a 15% após dois anos:


Alíquota     Tempo
22,5%        Até 180 dias
20%           De 181 dias até 360 dias
17,5%        De 361 dias até 720 dias
15%           Acima de 720 dias.



3- Não me atentei para o Imposto Sobre Operações Financeiras.
Tempos atrás, a sigla IOF para mim mais parecia ser algum laboratório químico.

Pois bem, resgatei um título do Tesouro antes de 30 dias de aplicação e vi o então laboratório químico IOF detonar sem piedade o pequeno rendimento obtido.
Agora sei como o tal IOF morde o rendimento do título:  O resgate no primeiro dia de investimento acarretaria uma cobrança de IOF equivalente a 96% do rendimento.  
O IOF vai regredindo de modo que uma retirada no dia 29 da aplicação significaria pagar um imposto de 3% sobre a rentabilidade.  A partir do trigésimo dia, já estamos livres do sinistro IOF.

4- Não fazia idéia do risco da marcação a mercado.

Agora sei que, à exceção do Tesouro Selic, que sempre tem variação de rendimento positiva, o valor dos demais títulos públicos são atualizados conforme os preços em que os mesmos estão sendo negociados no mercado secundário. Essa é a tal marcação a mercado.

Às vezes essa variação é positiva, às vezes é negativa. Carregando o título até o seu vencimento, você tem a garantia de ser remunerado conforme o estabelecido no momento da aquisição do mesmo.  

Porém, tive que vender os títulos antes, no momento em que estes estavam desvalorizados em relação ao preço de suas compras. Resumindo, "tomei prejuízo".

6- Pensava que existia um título melhor que os outros e que deveria comprar exclusivamente esse camisa 10 dos títulos.
Estudando um pouco, pude perceber que não existe título melhor ou pior que outro, o que existem são títulos mais adequados que outros em função das necessidades e objetivos do investidor.

De forma geral, o Tesouro Selic, por não sofrer a marcação a mercado, é mais adequado para compor uma reserva de emergência, aquele fundo de investimento com liquidez para endereçar situações inesperadas.  

Tesouro pré-fixados são interessantes para o médio prazo, quando se imagina uma queda dos juros maior que a já precificada no título.

Tesouro IPCA+ são interessantes como investimentos de longo prazo e podem eventualmente reforçar uma aposentadoria.

Querer achar um único título adequado a todas as situações foi frustrante.

7- Não me atentei para o quanto pesava a taxa para transferir o dinheiro de minha conta corrente para a conta da corretora.
Um TED no Itaú custa R$13,50,  um TED no BB sai por R$15,00.  Tal valor inviabiliza pequenos aportes no Tesouro Direto.  Não há como investir 100 reais no Tesouro Direto pagando TED de 15 reais, o equivalente a uma taxa de rendimento negativa de 15%, sem ter prejuízo.

Solução para isso?

Conseguir uma conta digital, como essa aqui.

8- Comprei títulos públicos de olho somente na sua rentabilidade, sem atentar ao prazo de investimento.

Adquirir um título IPCA + 7,5% com vencimento em 2035, em um determinado momento pode parecer um bom investimento, mas se o investidor precisar vendê-lo em 2 anos, com a marcação a mercado ele poderá ter prejuízo, conforme a variação dos juros no período.  

Pude então perceber a importância de ter uma boa reserva de emergência, de modo que seja possível preservar os investimentos de médio e longo prazos.

9- Tentei especular com o tesouro direto sem saber bem o que estava fazendo.

Descobri depois que o que quer que fosse o que eu estivesse fazendo, eu estava fazendo errado, parecido com o que fiz com essa frase.


Como exemplo, comprei títulos prefixados com vencimento para 4 anos porque ouvi falar que os juros estavam caindo. Imaginava que faria um bom dinheiro segurando os títulos por alguns meses.  

O que eu não sabia era que a queda dos juros já estava precificada, que já estava refletida no valor do título. 



Resultado: precisei vender os títulos em três meses e perdi dinheiro.



10- Costumava deixar dinheiro dormindo na conta da corretora.
Aprendi a duras penas que o dinheiro aplicado em títulos do Tesouro está protegido, seguro pelo Tesouro Nacional. Mas não há proteção em relação ao dinheiro em sua conta na corretora. Corretora quebrou e lá fui eu para a fila dos credores.
O que fazer?
Transferiu o dinheiro para a conta da corretora? Aplique.
Recebeu dinheiro de cupons ou vencimento de títulos? Reaplique ou resgate. É possível agendar a operação pelo ambiente de algumas corretoras.

11- Adquiri títulos que antecipam o pagamento de juros semestralmente sem necessidade para tal.
Comprei títulos com pagamentos de juros semestrais simplesmente porque parecia maneiro receber esse tipo de cupom, uma graninha caindo na conta de 6 em 6 meses.

Títulos que antecipam o pagamento de juros semestrais são interessantes para aqueles que buscam uma complementação da renda sem querer se desfazer dos papéis.

Porém, o que eu não sabia é que tal antecipação no pagamento dos juros traz consigo a incidência do Imposto de Renda, fazendo com que os juros sobre juros venham a recair depois sobre um montante menor. Desta forma, se não existe a necessidade de se ter esses pagamentos semestrais de juros, o melhor é optar por outro título.

12- Achei que era impossível perder dinheiro com o Tesouro Direto.  

Subestimei a necessidade de se estudar os títulos, suas características, restrições e aplicações. Entendi de forma enviesada o mantra de que investir no Tesouro Direto era fácil e seguro, imaginando que isso significava não ser necessário algum preparo prévio.

13- Achei que podia investir no Tesouro Direto de “ouvido”.
Imaginava que para aplicar no TD era só fazer o que eu ouvia falar aqui e ali, junto com o que lia cá e acolá. Pensava que seriam informações mais que suficientes para nortear meus investimentos.

Eu simplesmente não atentava para o mais importante: as minhas necessidades e os objetivos, os quais são únicos e que devem estar no centro de qualquer estratégia de investimentos.

Erros podem se tornar excelentes aprendizados, sejam os nossos, sejam os erros de outros. Tudo em função de como os aproveitamos.

Resumo da Ópera:
1) Pense primeiro nos seus objetivos e necessidades. São os investimentos que tem que se adequar aos objetivos, e não o contrário;
2) Conheça os diferentes títulos do Tesouro, seus aspectos de rentabilidade, liquidez e prazos;
3) Mapeie os objetivos e necessidade com os títulos mais adequados;
3) Preste atenção nas taxas: IR, IOF e Transferências Bancárias;
4) Faça o que você sabe fazer, não tente operações mirabolantes se não tiver domínio para tal.


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