Tesouro Direto e os erros de investimento mais comuns que você tem que evitar

terça-feira, 9 de maio de 2017

Tesouro Direto e os erros de investimento mais comuns que você tem que evitar

Evite os erros mais comuns ao se investir no Tesouro Direto.



Muitos investidores, ao buscar alternativas para aquele dinheiro parado na poupança, acabam por migrar para o Tesouro Direto. Um movimento natural, haja vista as maiores rentabilidade e segurança dos títulos do Tesouro.  

 


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São investimentos que não exigem elevado custo inicial, sendo possível realizar aplicações a partir de 30 reais.  


Porém existem diferentes títulos do Tesouro Direto adequados para diferentes situações.
Existem os títulos pré-fixados, os atrelados ao IPCA e os pós-fixados, com nuances que podem induzir o investidor iniciante ao erro.  Traremos aqui alguns desses erros mais comuns.


1- Não checar os custos de corretagem.  
Muitas pessoas iniciam seus investimentos no Tesouro Direto por meio de seus tradicionais grandes bancos, como o Itaú, Bradesco ou Banco do Brasil.  

Tais bancos cobram taxas de administração que acabar por corroer boa parte da rentabilidade dos títulos.  Hoje em dia existem corretoras independentes que não cobram taxas em aplicações de renda fixa.

Uma estimativa do quanto se perde com essas taxas dos bancões você encontra aqui.

Clique aqui e veja como escolher uma corretora para investir no Tesouro Direto.


2- Não se atentar para o Imposto Sobre Operações Financeiras (IOF).
Resgatar um título do Tesouro antes de 30 dias de aplicação fará com que sua rentabilidade sofra um duro golpe do IOF, imposto sobre operações financeiras que morde o rendimento do título.  

O resgate no primeiro dia de investimento acarretaria uma cobrança de IOF equivalente a 96% do rendimento.  O IOF vai regredindo de modo que uma retirada no dia 29 do investimento significaria um IOF de 3% sobre a rentabilidade.  A partir do trigésimo dia, já estamos livres do IOF.


3- Resgatar títulos sem se atentar para os períodos das aplicações.  
O Imposto de Renda incide sobre o rendimento dos títulos do Tesouro Direto de forma regressiva.  Um descuido de dias, ao se realizar um resgate que poderia ter sido postergado, acabaria gerando uma boa perda de rentabilidade.


Alíquota     Tempo
22,5%        Até 180 dias
20%           De 181 dias até 360 dias
17,5%        De 361 dias até 720 dias
15%           Acima de 720 dias


4- Adquirir títulos que antecipam o pagamento de juros semestralmente sem necessidade para tal.
Títulos que antecipam o pagamento de juros semestrais são interessantes para aqueles que buscam uma complementação da renda sem querer se desfazer dos papéis.

Porém, tal antecipação no pagamento dos juros traz consigo a incidência do Imposto de Renda, fazendo com que os juros sobre juros incidam sobre um montante menor.  Desta forma, se não existe a necessidade de se ter esses pagamentos semestrais de juros, o melhor é optar por outro título.


5- Desconhecer o risco da marcação à mercado.
A exceção do Tesouro Selic que sempre tem variação de rendimento positiva, o valor dos demais títulos públicos são atualizados conforme os preços em que os mesmos estão sendo negociados no mercado secundário. Essa é a tal marcação a mercado.


Às vezes essa variação é positiva, às vezes é negativa. Carregando o título até o seu vencimento, você tem a garantia de ser remunerado conforme o estabelecido no momento da aquisição do título.  Porém, tendo que vender o título antes, e se o mesmo estiver desvalorizado em relação ao valor da compra naquele momento, o investidor leva prejuízo.


6- Pensar que existe um título melhor que os outros e que se deve comprar exclusivamente este título.
Não existe título melhor ou pior que outro, existem sim títulos mais adequados que outros em função das necessidades e objetivos do investidor.

De forma geral, o Tesouro Selic, por não sofre a marcação a mercado, é mais adequado para compor uma reserva de emergência, aquele fundo de investimento com liquidez para endereçar situações inesperadas.  

Tesouro pré-fixados são interessantes para o médio prazo quando se imagina uma queda dos juros maior que a já precificada no título. Tesouro IPCA+ são interessantes como investimentos de longo prazo e podem reforçar uma aposentadoria.    


7- Não atentar quanto a taxa para transferir o dinheiro de sua corrente para a conta da corretora.
Um TED no Itaú custa R$13,50,  um TED no Banco do Brasil sai por R$15,00.  Tal valor inviabiliza pequenos aportes no Tesouro Direto.  Não há como investir 100 reais no Tesouro Direto, pagado TED de 15 reais, o equivalente a uma taxa de rendimento negativa de 15%.


8- Comprar um título público de olho na sua rentabilidade sem atentar ao prazo de investimento.

Adquirir um título IPCA + 7,5% com vencimento em 2035, em um determinado momento pode parecer um bom investimento mas se o investidor for precisar vendê-lo em 2 anos, com a marcação a mercado ele poderá ter prejuízo, conforme a variação dos juros no período.  

É importante ter uma boa reserva de emergência de modo que seja possível preservar os investimentos de médio e longo prazos.

9- Deixar dinheiro dormindo na conta da corretora.
O dinheiro aplicado em títulos do Tesouro está protegido, seguro pelo Tesouro Nacional, mas não há proteção em relação ao dinheiro em sua conta na corretora. No caso de ela quebrar, você irá para a fila dos credores.

Quando cair o dinheiro de um vencimento de algum título na conta, reinvista ou resgate. Existe maneira para deixar programado esse reinvestimento e assim mitigar o risco.

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