Bancos cortam cartão e Fintechs podem se beneficiar

quarta-feira, 21 de junho de 2017

Bancos cortam cartão e Fintechs podem se beneficiar

Grandes bancos estão cortando cartões de crédito de clientes com renda mais baixa. A princípio, essa notícia só demonstra grandes bancos agindo como grandes bancos.




Mas, com os novos players no setor financeiro, essa situação pode se traduzir em novas oportunidades para as fintechs.


Cartão de crédito BB

Segundo reportagem do Estadão (Fernando Nakagawa, 18.06.2017), os grandes bancos estão cortando os cartões de crédito daqueles clientes avaliados como sendo de maior risco. Basicamente clientes pertencentes às classes de menor renda.

De fato, de acordo com o relatório de análise do desempenho do BB 1T17, a base de cartões de crédito do Banco do Brasil em março/2016 era de 22,2 milhões.  Em março/2017, esse valor encolheu para 17,1 milhões de cartões.

Pesquisando o relatório do Banco Itaú Análise Gerencial 1T17,  observa-se que este banco possuía 33,2 milhões de cartões de crédito no primeiro trimestre de 2016, recuando para 28,9 milhões no primeiro trim. de 2017.

Ainda segundo a reportagem, conforme manifestação de executivos do setor, as instituições passaram a excluir os clientes mais arriscados de sua base de cartões como uma forma de compensação. Seria uma maneira de compensar a adequação às novas regras para o financiamento do saldo devedor do cartão de crédito impostas pelo governo (resolução 4549 do Conselho Monetário Nacional).

É claro que os grandes bancos vão sempre preferir disponibilizar cartões de crédito para clientes com perfil de menor risco. Os maiores inimigos dos emissores de cartão de crédito são a inadimplência e a fraude.  Quanto mais os bancos puderem mitigar esses riscos, mais eles o farão.

Por outro lado, agindo desta forma, os grandes bancos mais uma vez deixarão um contingente significativo de seus clientes insatisfeitos.  É justamente nesse ambiente de insatisfação com os nossos precários serviços bancários que surge o terreno fértil para as fintechs.  Tais empresas, atuando com uso intensivo de TI no setor financeiro, surgem e se desenvolvem trazendo melhores soluções e serviços para quem anseia por isso. Senão vejamos:



Fintechs que surgem das lacunas deixadas pelos grandes bancos

  • Cartão de crédito com cobrança de anuidade: Surge o Nubank com seu cartão de crédito sem taxas, totalmente controlado por aplicativo de celular. Há ainda o Pag! com seu cartão sem tarifa e conta digital, dentre outras soluções.
  • Altíssimo spread bancário: Surgem empresas ligando investidores a quem precisa de dinheiro, as companhias de empréstimo ponto-a-ponto, como a Biva e a Nexoos.
  • Gerentes de banco vendedores de produtos: Surgem startups oferecendo carteiras de investimentos monitoradas por robôs, como a Magnetis, Warren e Vérios.
  • Bancos oferecendo somente seus produtos: Surgem os buscadores de investimento, como o Yubb e o Renda Fixa, os quais apresentam diversas opções de aplicações financeiras das mais variadas instituições.

E quanto ao problema apontado no início do post, dos clientes de mais baixa renda sendo expurgados de seus cartões de crédito pelos bancos?

Uma possível solução encontra-se em teste pelo Nubank, que seria a concessão de cartão de crédito mediante um depósito caução. 

Nubank cartão de credito depósito caução


Outras soluções podem surgir: quanto mais insatisfação, mais chance de alguma startup aparecer com novas soluções para problemas antigos.


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Nubank Programa de Pontos

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